CleopatraMoon

Um Mundo à parte onde me refugio e fico ......distante mas muito próxima.

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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” Sou alguém que gosta de descobrir e gosta de se descobrir. Apontamento: Gosto que pensem que sou parva. Na verdade não o sou. Faço de conta, até ao dia em que permito que percebam o quanto sou inteligente.

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quinta-feira, setembro 13, 2007


A incerteza cai com a tarde

no limite da praia. Um pássaro

apanhou-a, como se fosse

um peixe, e sobrevoa as dunas

levando-a no bico. O

seu desenho é nítido, sem

as sombras da dúvida ou

as manchas indecisas da

angústia. Termina com a

interrogação, os traços do fim,

o recorte branco de ondas na maré baixa. Subo a estrofe

até apanhar esse pássaro

com o verso, prendo-o à frase,

para que as suas asas deixem

de bater e o bico se abra. Então,

a incerteza cai-me na página, e

arrasta-se pelo poema, até

me escorrer pelos dedos para

dentro da própria alma.


Nuno Júdice

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3 Comentários:

Blogger Pecadormeconfesso disse...

Voltei Cleopatra e não venho envenenado, nem mordi a lingua.

14 setembro, 2007  
Blogger Pecadormeconfesso disse...

Esqueci-me de perguntar se é um passarinho verde.

14 setembro, 2007  
Blogger Cleopatra disse...

É um passarinho verde sim.
Mas, pensando melhor...será verde?
Pode continuar a ser verde pronto.

19 setembro, 2007  

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