CleopatraMoon

Um Mundo à parte onde me refugio e fico ......distante mas muito próxima.

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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” Sou alguém que gosta de descobrir e gosta de se descobrir. Apontamento: Gosto que pensem que sou parva. Na verdade não o sou. Faço de conta, até ao dia em que permito que percebam o quanto sou inteligente.

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quarta-feira, dezembro 12, 2007


Contextualizar


O poema é aleatório e chama.

Não sei porque chama,
porque arde,
nem como as palavras nascem
na cabeça e nas mãos
que se apressam a segui-la.
Nem como se organizam
as pequenas habitações do olhar,
palpitando sonoras,
vivas,
a me empurrarem para ele.
Não sei o modo do som
a me tomar a voz.

Só sei o relâmpago
a encher as folhas de palavras.
A paixão.


Silvia Chueire

3 Comentários:

Blogger ferreira disse...

Que poema lindo.
Uma grande poetisa.

No ano passado tive o privilégio de conhecer a autora no lançamento do livro ' Por Favor, um Blues,' no Porto.

É tão bonita como a sua poesia...

12 dezembro, 2007  
Blogger M@nza disse...

Bonito poema
«...chama...» «...arde..."
Fez-me lembrar logo o soneto de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;"

bjos

13 dezembro, 2007  
Blogger Cleopatra disse...

É um bom poema sim.
também gosto.
É fora do habitual esta forma de dizer

17 dezembro, 2007  

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