CleopatraMoon

Um Mundo à parte onde me refugio e fico ......distante mas muito próxima.

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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” Sou alguém que gosta de descobrir e gosta de se descobrir. Apontamento: Gosto que pensem que sou parva. Na verdade não o sou. Faço de conta, até ao dia em que permito que percebam o quanto sou inteligente.

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segunda-feira, abril 28, 2008

DE ABRIL FICOU-ME PARA SEMPRE ESTE POEMA E A MÚSICA



Há 34 anos foi assim

A PRIMEIRA SENHA


E depois do adeus
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza enfim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

(Emissores Associados de Lisboa)
25 Abril de 1974

6 Comentários:

Blogger Francisco Castelo Branco disse...

esta musica do Paulo Carvalho é bastante interessante

nao sabia que tinha algo a ver com avril

28 abril, 2008  
Blogger Cleopatra disse...

Avril Lavigne?
Ou 25 de Abril?

Cavaco Silva recordou que, quando o 25 de Abril ocorreu, uma parcela substancial da população não tinha ainda nascido e lamentou que quem viveu a revolução tenha a tendência para não se lembrar disso.

Dr.!!!!

28 abril, 2008  
Blogger OUTONO disse...

...estava na Guiné, ao serviço das forças militares portuguesas, na denominada "Guerra Colonial".

Nessa noite, quis o destino, que fosse "detido" e aguardasse ordens... do velho Continente!

Curioso, conhecia a canção e o poema, jamais o associaria a um golpe de estado...

Nos minutos de espera...das ordens a conta gotas, lembrava-me de uma canção de Zeca Afonso...censurada no Continente....livre na Guiné (coisas do destino) - Venham mais cinco...

Na chegada, da notícia, pela manhã, Carlos Paredes e o seu lindíssimo Movimento Perpétuo, foi uma espécie de indicativo ...da liberdade que se anunciava...

Voltei a este Portugal só em Setembro de 74, depois de variadas negociações com o PAIGC...

Encontrei um país escaldante de manifestações, ocupações, explosões, comícios...

Muitas vezes, nessa altura, jovem com um futuro por definir, entoei por gracejo esse começo de poema canção:

E depois do adeus

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci...

Hoje ainda cá estou, e por vezes ainda me lembro desse poema...muito presente...

Quis saber quem sou
O que faço aqui...

Desculpa Cleo...mas não resisti!

28 abril, 2008  
Blogger JM Coutinho Ribeiro disse...

Ainda hoje, sempre que posso, ouço esta e outras músicas da mesma geração.

28 abril, 2008  
Blogger Maria disse...

:)))))

boa semana!

28 abril, 2008  
Blogger Pecadormeconfesso disse...

Com o tempo é só o que nos vai ficando de Abril. O Adeus.

30 abril, 2008  

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