CleopatraMoon

Um Mundo à parte onde me refugio e fico ......distante mas muito próxima.

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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” Sou alguém que gosta de descobrir e gosta de se descobrir. Apontamento: Gosto que pensem que sou parva. Na verdade não o sou. Faço de conta, até ao dia em que permito que percebam o quanto sou inteligente.

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domingo, outubro 29, 2006




E de súbito desaba o silêncio.
É um silêncio sem ti,
sem álamos,
sem luas.
Só nas minhas mãos

ouço a música das tuas.
.
Eugénio de Andrade

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8 Comentários:

Blogger o alquimista disse...

Olha o bailado da Garça, no seu voar feiticeiro, o bailado da graça envolto em nevoeiro...


Doce beijo

29 outubro, 2006  
Blogger £ou¢o Ðe £Î§ßoa disse...

Os silêncios tranformados em melodias pela lembrança de um toque...

Kiss per tê
Até outro instante

29 outubro, 2006  
Anonymous Anónimo disse...

Aqui o silêncio é de ouro, para ouvir as "minhas mãos"... só para isso!
De nada valem as palavras que não sabem dizer como "és"... De nada vale o silêncio se não for para "te" ouvir!...

30 outubro, 2006  
Blogger DarkMorgana disse...

Juro que já antes tinha tentado dar continuidade a este poema lindíssimo do Eugénio, mas tinha sempre alguém a "melgar".
Vou tentar outra vez...


E com o silêncio desaba a solidão
e com os olhos vidrados
na sombra da minha mão
e com os ombros curvados
sobre o vazio em que me sento,
oiço apenas este silêncio sem ti...

Mas esvai-se a música
esvai-se o alento
porque as minhas mãos nuas
não mais tocarão a música das tuas
e sobre o vazio em que me sento
sinto a vida a esvair-se aqui...

30 outubro, 2006  
Anonymous Anónimo disse...

Muito bem, Morgana, muito bonito, muito... em sentido dos sentidos.

Cléo, fazem falta os seus comentários no blog do Angel. Boa semana!

30 outubro, 2006  
Anonymous Anónimo disse...

O silêncio é o fenómeno/sensação mais subjectivo que já vi.
Sempre que o peço e sou atendido, acabo a pedir que o quebrem.
Sinto-me em silêncio num ambiente ruidoso (à beira-mar) e num ambiente ruidoso quase em silêncio (na cidade).
Deve ser uma questão de agrado em relação à sonoridade, mas não deixa de ser estranho.
Gonçalo Capitão

30 outubro, 2006  
Blogger Cleopatra disse...

Olá Alquimista

Comentário com alquimia...
~
Olá Louco da minha cidade

É verdade. Os silêncios ficam parados para poderem lembrar....

Olá Apache...o silêncio é bom companheiro para nos podermos ouvir... e aos que amamos.
Vou ao Blog do Angel. Ok

Olá Morgana.
Gostei. Mas dói.Dói muito.

Olá Gonçálo
"Sempre que o peço e sou atendido, acabo a pedir que o quebrem."

Acontece comigo também.

30 outubro, 2006  
Blogger Cleopatra disse...

E de repente
Não mais que de repente
A tua memória inunda-me
A música da tua voz
sussurra baixinho um murmúrio eterno, sem fim.
E sem mais que essa recordação
sento, choro e sorrio
porque te sinto
eternamente em mim.
.
.
cleopatra

12 dezembro, 2006  

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