CleopatraMoon

Um Mundo à parte onde me refugio e fico ......distante mas muito próxima.

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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” Sou alguém que gosta de descobrir e gosta de se descobrir. Apontamento: Gosto que pensem que sou parva. Na verdade não o sou. Faço de conta, até ao dia em que permito que percebam o quanto sou inteligente.

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quinta-feira, março 06, 2008

1 de Março de 2008


Imploro-te

Imploro-te, meu Amor. Não me voltes a ligar. Nunca mais. Cada vez que o fazes, morre uma parte de mim. Um aglomerado de células. Anulas a Apoptose em mim, consegues essa proeza na minha estrutura molecular. Morrem os meus tecidos. Esvaio-me em mim. Esvaiem-se os meus pensamentos, definham os meus sentimentos. Assassinam-me tuas palavras.
O irónico de tudo isto, é que nunca mais morro.
Era preferível penso, a morte rápida e dolorosa.
Todas as mortes são dolorosas, pelo menos para quem nos enterra. Suponho.
Resisto por instinto de sobrevivência. Resisto olimpicamente, a esse determinismo cruel que envergas. Resisto involuntariamente.
Enquanto ouço a tua voz, imagino os movimentos dos teus lábios. Só os teus lábios. Vejo-os assim. O resto do teu rosto mergulhado na sombra. O resto do teu rosto oculto. - Escondido. Escondido no teu abismo de mim. Os teus lábios. Voluptuosos e mortíferos. O veneno cuspido na saliva quente dos teus beijos. Morro. Os teus lábios em movimentos delicados e estudados, movimentos que ousam uma voz pausada, roucamente monocórdica. Seduzes-me até ao túmulo. A tua voz. A voz que estende o tapete vermelho. O tapete que me hipnotiza. Não é o tapete da fama ou dos contos de fadas. É o meu manto. O meu manto fúnebre, onde a dor esculpe o meu coração ao sabor do teu.
Por favor Amor, não me voltes a ligar. Se o fizeres, advirto-te, estou preparado para reencarnar outra vez.


Retirado do Moleskine por Narrador às 12:32

6 Comentários:

Blogger Zé Carlos disse...

Cleopatra.....

" Eu gosto quando você chega cheio de amor pra me dar
Gosto quando você vai, cheio de saudades.
Gosto quando você me acarinha sem nenhuma intenção
E gosto quando você me seduz com todas as intenções
Eu gosto do seu jeito de gostar de mim
Gosto das suas mentiras e amo as suas verdades
Gosto dos seus caminhos e das suas estradas
Gosto do seu passado e do seu presente também
Gosto quando você não me diz não e adoro quando você me diz sim...."

O final da história está no Blog Almas Douradas:

http://almasdouradas.blogspot.com/

Bjs do Zé Carlos

06 março, 2008  
Blogger Cleopatra disse...

Eh eh eh Narrador, já tens o comentário de um homem. E vai um.

Olá Zé Carlos.Não sei como essa senhora do texto gosta de mentiras Eu abomino. Mas olhe que algumas verdades... pelo menos quando as mentiras se tornam verdade...são abomináveis!! eheh

06 março, 2008  
Blogger Pecadormeconfesso disse...

Ou seja Narrador: - "Imploro-te meu amor. Telefona-me. Telefona-me.Mata-me com o teu amor." ;)

06 março, 2008  
Blogger Narrador disse...

O pecadormeconfesso é que me entende!!! :)

Anou sa, Anou sa....Não se atrapalhe Mr. Sinner...I'm straight!

Kisses 4 The Imperatrice!

06 março, 2008  
Blogger Cleopatra disse...

E vão 3.

06 março, 2008  
Blogger Cleopatra disse...

E já agora o meu:
É um texto fortíssimo. De uma sensualidade à flor da pele. Erótico mesmo. Não precisa ser mais expressivo, é como um quadro a óleo em que todos os traços, todos os tons estão lá.
è um texto cheio de tudo o que o autor quis dizer e sentiu.
Muito muito bom.
Foi por isso que o escolhi.

11 março, 2008  

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