CleopatraMoon

Um Mundo à parte onde me refugio e fico ......distante mas muito próxima.

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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” Sou alguém que gosta de descobrir e gosta de se descobrir. Apontamento: Gosto que pensem que sou parva. Na verdade não o sou. Faço de conta, até ao dia em que permito que percebam o quanto sou inteligente.

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quarta-feira, janeiro 02, 2008


"Portugueses
No primeiro dia deste Novo Ano, quero dirigir a todos uma saudação amiga e votos de boa saúde e prosperidade.
Penso especialmente naqueles que sofrem ou vivem em situação difícil. Penso naqueles que estão longe das suas famílias e nos militares destacados em missões internacionais de paz em várias partes do mundo.
(...)
Todos gostaríamos que a evolução da situação económica e social do País tivesse sido mais positiva e que os sinais de recuperação fossem agora mais fortes.
(...)
Portugal exerceu, no 2º Semestre, a Presidência do Conselho da União Europeia, (...)
Portugal saiu prestigiado do exercício da presidência e todos aqueles que nela trabalharam são credores do nosso apreço.
No ano que passou, melhorou o crescimento da nossa economia. Mas não são ainda seguros os sinais de que nos encontramos no caminho de uma aproximação sustentada ao nível de desenvolvimento médio dos países mais avançados da Europa.
(...)
.
Mas o desemprego atingiu níveis preocupantes e são muitas as famílias que enfrentam sérias dificuldades para fazer face às suas despesas de todos os dias.
(...)

É preciso que haja mais investimento, bom investimento. A estabilidade e a confiança são factores determinantes.
É preciso que as nossas empresas sejam capazes de enfrentar a concorrência externa.
O aumento da produtividade, a inovação e o progresso tecnológico são elementos-chave.
É preciso não esquecer que somos um País de pequenas e médias empresas. Sem o seu contributo não é possível o crescimento da economia e a redução do desemprego.
É preciso que o Estado actue com eficiência e com rigor na utilização dos dinheiros públicos e não seja obstáculo a quem quer empreender e criar riqueza.
É preciso o trabalho e a determinação de todos. A construção de um futuro melhor é um esforço colectivo.
(...)
temos ainda muito a fazer para reduzir o atraso de qualificação dos nossos jovens, em comparação com a maioria dos países da União Europeia.
(...)
É preciso assegurar o empenho e a dedicação dos professores, exigir uma participação mais activa dos pais na educação dos filhos, mobilizar as comunidades locais. E não podemos dispensar a exigência para com os alunos.
-
O funcionamento do sistema de justiça ainda é um obstáculo ao progresso económico e social do País.
(...)
Mas os cidadãos e as empresas ainda não sentiram melhorias significativas na resposta do sistema judicial e continuam, legitimamente, a reclamar uma administração da justiça mais eficiente e mais célere.
Exige-se a todos os intervenientes neste processo que contribuam para o reforço da confiança da sociedade no sistema de justiça.
-
Portugueses
Para vencermos os desafios que temos à nossa frente, será altamente vantajoso o aprofundamento do diálogo entre os agentes políticos e do diálogo entre os poderes públicos e os grupos e parceiros sociais.

Há que encarar as críticas como um estímulo para fazermos melhor.
(...)
Perante as dificuldades de crescimento da nossa economia, perante a angústia daqueles que não têm emprego e a subsistência de bolsas de pobreza, devemos concentrar-nos no que é essencial para o nosso futuro comum, e não trazer para o debate aquilo que divide a sociedade portuguesa.
Não desviemos as atenções do que é verdadeiramente importante.
(...)
Apesar disso, e do esforço do Estado na área da protecção social, não podemos deixar de nos inquietar perante as desigualdades na distribuição do rendimento que as estatísticas revelam.
Sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e a necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores.


Nesta ocasião, quero ainda chamar a atenção dos Portugueses para dois problemas graves, em que a todos cabe uma quota-parte de responsabilidade.
(...)
Precisamos de políticas activas de promoção da natalidade e de protecção das nossas crianças, em que sejam dadas às famílias melhores condições para poderem criar os seus filhos.
(...)
O despovoamento e o envelhecimento das populações é um problema sério do interior do País que os poderes públicos não podem ignorar.
O acesso aos cuidados de saúde é uma inquietação de muitos Portugueses. Não estão seguros de que os utentes, principalmente os de recursos mais baixos, ocupem, como deve ser, uma posição central nas reformas que são inevitáveis para assegurar a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde.
(...)
O caminho que temos à nossa frente não é fácil. A conjuntura internacional é difícil.
(...)

A todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, renovo os meus votos de um feliz ano de 2008.
Boa noite

5 Comentários:

Blogger Statler disse...

O gajo tá velho!

02 janeiro, 2008  
Blogger Cleopatra disse...

Tá nada!
A gente é que "tá" a ver pior!

02 janeiro, 2008  
Blogger Francisco Castelo Branco disse...

Gostei do discurso.
Foi um excelente Primeiro Ministro e é um dos melhores PR.
Não se demarca dos problemas. Mas não é subserviente ao Governo.
Tomara que muitos fossem assim.
Tem o perfil e o sentido de Estado para o cargo.
Espero que seja reeleito.
Vai ficar na história dos politicos portugueses.
Focou aspectos essenciais como a saude,desemprego e justiça
E mais........
Finalmente alguém "alertou" Correia de Campos para a asneirada que está a fazer.
Se Socrates não o despede, acho que Cavaco o vai mobilizar para isso

03 janeiro, 2008  
Blogger Cleopatra disse...

Por enqto ainda não dou a minha opinião embora ela já se desenhe na presente publicação.

03 janeiro, 2008  
Blogger Pecadormeconfesso disse...

Vá lá Cleo, está na altura de ouvir a tua opinião. Eu, por mim, penso que o Sr. Presidente deu uma no cravo e outra na ferradura.
Não sei quem é a ferradura,mas vocês imaginam.
Para um PR ficou-lhe bem. Não perdeu a popularidade , colocou-se ao lado dos mais fracos, deu nos mais fortes, mas ainda os elogiou.
Palmas.

06 janeiro, 2008  

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