I Congresso Ibério do Poder JudicialJuízes ibéricos discutem independência do Poder Judicial e
Esqueça-se, pois, o arquétipo do recato institucional dos juízes. o evento servirá para «lembrar que há um poder judicial independente e que há selos do sistema em que não se deve mexer».
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Conclusões do Congresso, aprovadas em 25.01.08:
Primeiro
A independência do Poder Judicial constitui garantia inalienável dos cidadãos enquanto condição da própria existência do Estado de Direito Democrático e factor imprescindível para a viabilização do acesso efectivo à Justiça;
Segundo
É inadmissível a intromissão dos demais poderes do Estado na esfera de actuação do Poder Judicial;
Terceiro
Os Conselhos Superiores ou Gerais do Poder Judicial são órgãos de cúpula deste Poder e elementos fulcrais para a sua afirmação e exercício.
Quarto
Tais Conselhos, integrados, em número não inferior a metade, por representantes dos Juízes por eles eleitos, nos termos constantes da Carta Europeia sobre o Estatuto dos Juízes, do Conselho da Europa, devem exercer a sua actividade com independência dos demais poderes do Estado e responsabilizar-se pelo auto-governo e tutela da independência externa e interna do Poder Judicial;
Quinto
É inaceitável a funcionalização e politização dos Juízes em qualquer instância;
Sexto
O acesso profissional dos Juízes aos vários graus de jurisdição constitui uma garantia de independência dos Tribunais;
Sétimo
Deve caber ao Poder Judicial o papel decisivo na selecção e formação inicial e permanente dos Juízes, bem como a avaliação do seu desempenho profissional e das suas condições de progressão na carreira, as quais assentarão em critérios objectivos, entre os quais se incluirão a deontologia, o mérito e a capacidade;
Oitavo
Deve ser rejeitada a politização da Judicatura e a participação dos Juízes em actividades político-partidárias activas;
Nono
Os Juízes não podem ser sujeitos, a qualquer título, a ordens específicas ou a orientações genéricas provenientes de outros Juízes;
Décimo
É essencial que o Poder Judicial, com autonomia administrativa, financeira e orçamental, assuma a gestão e administração dos Tribunais e participe na programação, concepção, conformação e aplicação das medidas estruturantes na área judicial, designadamente ao nível das reformas processuais, informatização e organização judiciária, bem como na definição dos critérios de disponibilização de meios materiais e humanos necessários à administração da Justiça;
Décimo primeiro
Deve garantir-se aos Juízes um estatuto económico adequado à sua qualidade de titulares de um dos poderes soberanos do Estado democrático, quer durante o seu exercício profissional efectivo quer após jubilação;
Décimo segundo
A sua intervenção jurisdicional deve ser reservada para actividades de direcção e decisão processual e de tutela dos direitos liberdades e garantias;
Décimo terceiro
Deve ser rejeitada a desjudicialização fundada na alegação da falência do sistema judicial e materializada na criação de órgãos com funções jurisdicionais desempenhadas por pessoas desprovidas da qualidade e estatuto de Juiz;
Décimo quarto
Não deve ser atribuída a qualidade de Juiz a pessoas que não possuam a adequada licenciatura em Direito e a específica formação para o exercício da profissão, ministrada nos termos definidos no princípio sétimo;
Décimo quinto
É essencial a construção das reformas do sistema à luz dos interesses do cidadão numa Justiça independente, equitativa, eficaz, pacificadora das tensões sociais e de acesso universal;
Décimo sexto
Afirma-se a faculdade de auto-regulação do Poder Judicial nos domínios da ética e dos deveres profissionais e recusa-se a alienação do seu papel fundamental na definição normativa do respectivo estatuto;
Décimo sétimo
Neste âmbito, acolhem-se as noções emergentes da Opinião n.º 3 do Conselho Consultivo dos Juízes Europeus, dos «Princípios de Bangalore sobre a conduta judicial», do «Código Ibero-americano de Ética Judicial», da «Carta Europeia sobre o Estatuto dos Juízes» e da Recomendação R94/12 do Comité de Ministros do Conselho da Europa;
Décimo oitavo
A função judicial, que compreende a formação permanente, deve ser compatível com o livre desenvolvimento da personalidade do Juiz.
Décimo nono
As situações de potencial responsabilização dos Juízes deverão ser limitadas às assinaladas por dolo ou culpa grave, rejeitando-se a adopção de regimes normativos intimidatórios, inviabilizadores da decisão livre e independente;
Vigésimo
Tal responsabilidade deverá ser sempre exigida em primeira linha contra o Estado e só em segunda linha, por este, contra o Juiz, precedida da necessária autorização do respectivo Conselho do Poder Judicial.
"Tá" a ver que na Monarquia respeitava-se o poder judicial... vieram os republicanos laicos e maçónicos e estragaram tudo... os de 1910 e... os de hoje!
ResponderEliminaré um congresso com temas interessantes e bastantes questões do dia a dia
ResponderEliminarE que me interessam.....
Muito mesmo
Da para ir assistir?
Olá Francisco. O Congresso é de Juizes para Juizes.Os temas debatidos são interessantes sim.
ResponderEliminarMas, os convites são só dirigidos a Juizes Conselheiros, Juizes Desembargadores e Juizes de Direito.
Não sei se está aberto a toda a gente nomeadamente a advogados e estudantes de Direito.
Penso, repito, penso que não.
Vou tentar saber .OK???
Façam mas é umas horinhas extras para despachar processos que se atrasam em vez de se laurearem por aí!
ResponderEliminarMais horas extraordinárias?
ResponderEliminarArranja um dia com 48horas Statler. Ora, que mau feitio!
Ou está a pensar dizer ao Governo que deve pensar em pagar horas extraordinárias aos Magistrados?
Tambvém gostava de ir, mais que não fosse para lhe desejar um Excelente 2008
ResponderEliminarCleopatra
ResponderEliminarE que tal esquecer um pouco o mundo das pessoas crescidas?
Poesia! Põe uma coisa tua, pode ser??? Sim? :))))))))
Beijo
Tu no teu mundo dos gandes, és juiza???
ResponderEliminarO Congresso é só para Juizes sim.
ResponderEliminarNo Mundo dos Grandes a Cleo decide da vida dos outros.
E põe uma poesia tua sim Cleo.
Gostamos de te ler.
Os republicanos. Também encazino com republicanos.
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarRepublicanos ou Monárquicos, são todos uma grande cambada de ... e mais não digo que é feio.
ResponderEliminarPS: (não o que está no governo, mas o Post Scriptum)
Sabiam que o presidente do Banco Portugal ganha mais cerca de 100K€ que o seu homólogo do Banco Federal US???
Somos mesmo "Grandes"
Assim se compreende porque estamos na cauda da Europa (60% da população) porque nos outros 40% que vivem acima da média EU estão incluídos aqueles que nós conhecemos.
Ainda bem que o TC declarou inconstitucional a inclusão dos Magistrados (Judiciais e MP)na Função Pública pq senão era o início de mais uma DITADURA.
Tenham uma boa semana
Cara amiga, estou a descobrir o seu blog, mas não resisti neste post a dizer-lhe que estudei direito em Coimbra entre 86 e 88, mas descobri rapidamente que não era o meu curso. No entanto, esta formação foi importante para abrir os olhos, já que a justiça anda por vezes com eles fechados.
ResponderEliminarUm beijo deste seu amigo em construção.
OK, Cleo fico á espera dessa resposta do congresso
ResponderEliminarO Pecador parece bem informado. Parece-me que sim. É só para Magistrados.
ResponderEliminarMas dou-te uma resposta mais segura via mail. OK?
A independência nunca será verdadeira enquanto houver poder político a querer mandar neles e em tudo ;-)
ResponderEliminarBjs
Há uma osmose permanente entre o poder político e o judicial! Para o bem e para o mal!!!
ResponderEliminarQUAL OSMOSE!!!
ResponderEliminarNão há osmose nenhuma Rouxinol.
Onde é que foi buscar a Osmose?
Nunca ouviu falar em Poder Judicial e Independencia?
O que pode haver é uma tentativa de inflitração ou de dominio. Agora osmose!!
Francisco :_ Não podes mesmo!! Só qdo fores Juiz! Despacha-te!
ResponderEliminaro menino vá mas é estudar!!! ;))))
Na noite onde se esconde o canto dos pássaros
ResponderEliminarDe onde nasce este manto de bruma
Para que norte viajam os teus anseios
O que procuras perdido na espuma
Bom fim de semana
Mágico beijo
Olá Cloepatra!
ResponderEliminarPassei para agradeçer a visita ao meu humilde cantinho.
Direito nao é oo meu forte, portanto nao vou comentar ao acaso,nao gosto de cometar por cometar,no caso de nao ter conhecimeto no tema em questao prefiro me ficar pelo silencio:).
Deixo-te assim o meu sincero fim de semana.
Um abraço
Fátima
Obrigada pela visita ao meu humilde cantinho!...
ResponderEliminarEspero bem que nesse Congresso consigam definir uma medida que consiga separar o poder judicial do poder politico!...se bem que nos dias que correm estou céptica.
Beijinhos
Me encantaría participar, o al menos conocer las conclusiones.
ResponderEliminarBesos amiga y felicitaciones por este evento!
EStá combinado mando-te as conclusões ou entrego-tas em mão aí????
ResponderEliminarSeria interessante poder ler sobre as conclusões aqui...
ResponderEliminarAmanhã encontramo-nos lá!!!
ResponderEliminarQuando vires um velho de ar carrancudo, antipático, de poucos amigos e de ar superior, sou eu!!!!
ResponderEliminar(devem lá estar poucos com estas caracteristicas)
Quando vires uma miúda com ar lunar, sou eu. Se tiver um ar lunático também sou eu.
ResponderEliminarNão sei se vais conseguir encontrar-me.
Então, até amanhã
AH!!! Esqueci-me de te perguntar, com esse ar ... e tudo, és alto ou...baixo?
ResponderEliminarMas os Juízes descutem?...ou debatem!
ResponderEliminarQué é isso de politização do poder Judicial?
Deixando as brincadeiras para o espaço; - Espero que retirem desse encontro grande troca de experiencias e vivencias e, que sejam no sentido de dignificarem a classe e honrarem o vosso serio sacrificio pela Justiça, pq os "manos politicos" têm que perder a mania das ingerências. Cada macaco no seu galho (com o devido respeito pelos macaquitos).
Beijo
Ontem fui à "sua casa de costas viradas ao Tejo" para lhe dar u olá, mas não estava...amuei...
Jinho
Não me encontraste, não te encontrei!!!
ResponderEliminarQuando olho para a lua sinto-me pequeno.
Quando olho para o Homem sinto-me enorme!!!
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