domingo, dezembro 11, 2005

Não te quero senão porque te quero


Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,a sangue e fogo.
*

Pablo Neruda

3 comentários:

  1. Lindo...
    Só um poeta sente assim
    com a densidade com que existe
    Só o poeta pensa morrer
    com a intensidade com que sente

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  2. Hoje sou eu..... Nem flores amarelas hoje quero.
    Foi tempo de balanços há muitos alinhavados mas não alinhados.
    Tentei alinhá-los.
    Acho que mesmo que o alinhamento foi longe de mais. Ou melhor, levou a conclusões de mim para comigo.
    E pronto apetece-me a mim, também. Desistir. De tudo.

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  3. Desistir???

    Mas que conversa é essa???

    Aí vai uma rosa Vermelha!!!

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os escribas disseram